Como o colesterol alto tem afetado a saúde das crianças

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Como o colesterol alto tem afetado a saúde das crianças

2019-09-13T08:51:51-03:0013 de setembro de 2019|Notícias|0 Comentários

Existem doenças que a gente imagina que pertença a um tipo de faixa etária. Doenças cardíacas são algumas delas. Imaginamos que elas atinjam a população acima dos 35 anos e que a partir daí a necessidade de procurar um bom cardiologista seja alta. Porém, isso não é verdade. Cada vez mais crianças e adolescentes tem sofrido com problemas cardíacos e vasculares e isso afeta diretamente a saúde delas.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, cerca de 20% das crianças brasileiras já apresentam colesterol elevado. Os números vêm aumentando nos últimos anos, sendo considerado epidêmico em todo o mundo.

Uma vez que está diretamente associado ao maior risco de infarto e acidente vascular cerebral, o aumento dos níveis de colesterol ou triglicérides no sangue de crianças e adolescentes é preocupante.

Por ser uma doença assintomática nessa faixa etária e com o intuito de prevenir as doenças cardiovasculares quando adulto, os consensos nacionais e internacionais sugerem que a primeira dosagem de colesterol seja feita em toda a criança entre 9 e 11 anos. Em crianças com obesidade, diabetes, problemas renais ou autoimunes, assim como naquelas com histórico familiar de doença cardiovascular precoce (antes dos 50 anos), se recomenda que os exames de colesterol sejam feitos a partir dos 2 anos de idade.

Vale lembrar que o colesterol é um tipo de gordura produzida no corpo humano que, em quantidades adequadas, é necessário para a manutenção da saúde. Chama-se aterosclerose as placas de gordura depositadas nos vasos sanguíneos quando o colesterol está acima do desejado.

Hábitos saudáveis são a melhor forma de controlar o colesterol. Dieta pobre em gorduras saturadas e ricas em fibras e ômega 3 é a ideal. As gorduras saturadas são encontradas em carnes vermelhas, leites integrais, óleos, bolachas recheadas, sorvetes e salgadinhos industrializados, por exemplo. Já as fibras estão presentes em frutas, verduras e grãos. O ômega 3 é adquirido através dos peixes – mas não dos frutos do mar, que são muito ricos em colesterol -, sementes e cereais, como a aveia, farelo de trigo e castanhas.

Toda criança deve praticar atividades físicas regulares, de preferência aeróbicas. Atenção: só as aulas de educação física não são suficientes, recomenda-se exercícios com uma hora de duração pelo menos três vezes por semana, além daquelas oferecidas diariamente nas escolas.

O tratamento medicamentoso é indicado, sob orientação médica, para adolescentes acima de dez anos com níveis de colesterol considerados de risco e que não responderam adequadamente à dieta e atividade física recomendada.

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