Diferente do que muita gente acredita, as doenças que envolvem o coração não são exclusivamente problemas dos adultos. Casos como de doenças cardíacas congênitas ou adquiridas pode acontecer com crianças pequenas ou até mesmo ao final da infância e para saber como diagnosticar seus sintomas, os pais devem ficar de olho no cotidiano dos filhos. 

Médica cardiologista e uma das responsáveis pela Cardiovascular Mastercenter, clínica localizada no Marcenter Shopping, no centro de Muriaé, a Dra. Mônica Gouvêa revela que não é incomum crianças serem acometidas por alguma doença cardíaca. Segundo ela, os pequenos podem nascer com o problema ou adquirir através de infecções, já que seus sistema imunológico ainda não é 100% eficaz. 

 “Devemos alertas aos pais com relação a sintomas como o “coração acelerado”, principalmente quando acontece subitamente”, revela.

Cansaço após esforço mínimo, dificuldade na amamentação e batimentos de “asa de nariz”, também são pontos a serem observados, segundo a cardiologista. Além disso, extremidades arroxeadas, dificuldade de crescimento ou ganho de peso, desmaios e dores no peito também podem apontar alguma doença cardíaca nos pequenos. 

“É muito importante detectar a doença precocemente, para que ela seja tratada logo no início, antes que a criança evolua com comprometimentos graves, como o aumento ou a insuficiência do coração. Nesses casos, se torna irreversível, necessitando, inclusive, de transplante cardíaco para salvar a vida do pequeno”, alerta Dra. Mônica.

Doença congênita X adquirida

Para que o tratamento seja realizado com sucesso, o cardiologista deve identificar qual o tipo de doença a criança possui. Isso é de grande importância para o tratamento e cura. 

A doença cardíaca congênita já nasce com a criança e geralmente evolui com a idade. Neste caso, a cirurgia é a mais indicada, caso haja o comprometimento cardíaco – tanto no músculo como nas válvulas).

Já a doença adquiria vem através da bactéria streptococcus, causando febre reumática geral. Ainda existem viroses que podem agredir o músculo cardíaco (miocardite) e a membrana que reveste o coração (pericardite). Por isso, os pais devem ficar de olho nos filhos e caso haja alguma mudança comportamental ou na saúde, encaminhar imediatamente ao médico.